Afinal, como interpretar um monitor multiparamétrico? Aprenda aqui!

Afinal, como interpretar um monitor multiparamétrico Aprenda aqui!
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Existem equipamentos que são essenciais para o acompanhamento de um paciente durante uma internação, e o monitor multiparamétrico é um exemplo. Presente em ambulatórios, emergências, centro cirúrgicos e unidades de terapia intensiva (UTI), é um aparelho que contribui muito para o preparo da equipe médica. Para isso, porém, é preciso saber como interpretá-lo e manter equipamentos de qualidade comprovada.

Embora cada fabricante apresente um layout diferente, os monitores costumam ter um espaço padronizado para dados importantes. Compreender seus parâmetros adequada e rapidamente pode fazer uma grande diferença no tratamento. E é sobre isso que vamos falar neste artigo!

Saiba qual é a importância de manter um monitoramento adequado

É comum que um filme apresente um monitor apitando quando o paciente está em situação de risco. Entretanto, o monitor multiparamétrico não é importante apenas em momentos de crise. As leituras de sinais vitais funcionam também como medida para a evolução da enfermidade. Valores muito fora do comum indicam, por exemplo, que a medicação ainda não fez efeito. Já a estabilização dos números pode apontar que médicos e enfermeiros estão no caminho certo.

Para quem está internado na UTI, é comum que aconteçam variações importantes no estado do paciente. É quando o monitoramento pode significar uma resposta rápida e eficaz, já que será possível entender mais facilmente o que está acontecendo. Isso, é claro, se o aparelho for de confiança e o acompanhamento for fiel à realidade.

Aprenda como interpretar os dados do monitor multiparamétrico

Para identificar o que está acontecendo com o paciente, é indispensável saber como interpretar os parâmetros do aparelho. Dependendo da marca, estão disponíveis mais ou menos dados, com leituras completas de sinais vitais.

Confira a seguir os mais presentes nos monitores e detalhes de cada parâmetro:

  • pressão invasiva e não invasiva: para ambas, o padrão é o mesmo, de 12 por 8 mmHg. No entanto, é considerado normal obter valores de sistólica entre 90-130 mmHg e diastólica entre 60 – 90 mmHg. Números muito abaixo são sinal de hipotensão e muito elevados, hipertensão;
  • eletrocardiograma: o ECG é o responsável por apontar qualquer mudança na atividade elétrica do coração. Podendo contar com 12 derivações no aparelho, o eletrocardiograma ajuda a detectar arritmias e qualquer alteração cardíaca ao longo do tratamento;
  • frequência respiratória: para avaliar a respiração, é preciso levar em consideração a idade do paciente. Em geral, a média é de 12 a 20 inspirações por minuto. No entanto, para crianças e bebês, esse número pode ser bem maior. Idosos apresentam uma diminuição, dependendo de suas condições físicas;
  • saturação do oxigênio: as taxas podem variar se houver variação de altitude no local onde é medida. No entanto, em condições comuns, a saturação de uma pessoa saudável é de 95 a 99%, com 70 batimentos cardíacos por minuto;
  • capnografia: especialmente para pacientes da unidade intensiva ou em estado mais grave, é importante medir o dióxido de carbono expirado pelo doente em tratamento. A capnografia monitora alterações do metabolismo, na ventilação e perfusão do paciente;
  • temperatura: embora bastante simples, a temperatura corporal precisa ficar entre 36,1ºC e 37,2ºC. Se o aparelho apontar números abaixo, é sinal de hipotermia. Já para número acima do considerado normal, constata-se febre, pirexia ou hiperpirexia. Em ambos os casos, funcionam como sintomas que precisam ser avaliados.

A partir dos resultados desses parâmetros, o médico poderá chegar a um diagnóstico mais completo e de maneira mais prática e objetiva.

Entenda porque é preciso ter aparelhos de qualidade

Ter um monitor atualizado, com acessórios de boa qualidade, é indispensável para que os dados guiem os médicos adequadamente. Um aparelho antigo ou sem manutenção adequada vai prejudicar o entendimento dos sinais, que podem não ser coletados corretamente.

Para evitar esse tipo de situação, é essencial manter cabos e acessórios em geral íntegros. Investir em material de alto nível vai evitar a necessidade de trocas constantes e problemas simples como os de interferências. Com um aparelho de baixa qualidade em uma cirurgia, por exemplo, pode ser que um bisturi elétrico gere muita estática, prejudicando a leitura dos sinais. Se trata de algo fácil de prevenir, já que equipamentos referência já contam com blindagem para esse tipo de situação.

Além disso, é preciso manter uma equipe especializada em manutenção preventiva. É sempre mais eficiente cuidar dos aparelhos do que fazer novas aquisições apenas por falta de cuidados básicos. Sem contar que algumas marcas apresentam dificuldade na hora de fazer reposição de peças. Quando há esse tipo de dificuldade, o conserto acaba demorando muito mais do que deveria, deixando o aparelho inutilizado por semanas. É sempre importante avaliar o custo-benefício e investir na prevenção.

Descubra como um monitor mais moderno pode contribuir para o tratamento

Além da estética mais moderna, os monitores mais novos apresentam funções mais completas. Entre elas, alarmes preestabelecidos para cada parâmetro. Um paciente cuja pressão arterial caia de uma hora para outra vai gerar um aviso automático. Da mesma forma, em certos modelos, o ECG pode ser acompanhado remotamente. Esses adicionais otimizam o tempo do médico, que pode acompanhar a evolução da doença enquanto realiza outra atividade.

Os apitos de emergência também funcionam como um facilitador na hora de diagnosticar o que está ocorrendo com um paciente. Se ele estiver ofegante, a equipe de atendimento saberá se se trata de alguma questão respiratória ou não. Isso garante mais independência também a enfermeiros e auxiliares, que saberão quando pedir ajuda especializada.

O uso de tecnologias avançadas no tratamento de pacientes pode fazer uma grande diferença em seu diagnóstico. Por isso, aparelhos como o monitor multiparamétrico são tão fundamentais em instituições médicas. No entanto, para que seu potencial seja aproveitado ao máximo, o profissional precisa ter equipamentos de qualidade e saber como interpretar seus resultados. Os parâmetros pré-estabelecidos por boas marcas contribuem muito para a agilidade da equipe e confiança do paciente.

Gostou de saber como funciona a interpretação de dados do monitor multiparamétrico? Aproveite para ler o artigo sobre qual a importância de ter equipamentos médicos novos e descubra como os modelos mais atuais são aliados em qualquer tratamento médico!

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