Como funciona um aparelho cardioversor e como comprar o melhor?

Como funciona um aparelho cardioversor e como comprar o melhor
6 minutos para ler

O aparelho cardioversor é normalmente utilizado como uma terapia elétrica para corrigir irregularidades no coração. Assim como o desfibrilador, ele é responsável por restaurar os impulsos elétricos e, desse modo, fazer com que o órgão possa bombear corretamente o sangue por todo o corpo.

Sendo assim, pode-se dizer que os aparelhos mencionados são relevantes tanto em urgências quanto em situações que demandam a reversão de possíveis irregularidades cardíacas.

É sobre isso que falaremos neste texto. Explicaremos quais são os tipos de irregularidades dos batimentos cardíacos e quais são as diferenças entre desfibriladores e aparelhos cardioversores. Além disso, mostraremos em quais momentos é necessário utilizar o cardioversor e como ele deve ser utilizado. Por fim, mostraremos algumas dicas para você escolher o melhor aparelho. Boa leitura!

As terapias elétricas

As terapias elétricas são utilizadas para liberar estímulos elétricos no coração e interromper irregularidades dos batimentos cardíacos, ou seja, elas são utilizadas para fazer com que o órgão volte a funcionar normalmente. Essas alterações são chamadas de arritmias e, por modificarem o funcionamento do coração, são distintas entre si. Isso faz com que tanto a sua identificação quanto o seu tratamento sejam realizados de formas diferentes.

Elas podem ser identificadas por meio de um eletrocardiograma (ECG) e, a depender de sua gravidade, podem até mesmo levar a pessoa a ter uma parada cardíaca súbita (PCS), por isso, é necessário realizar a terapia elétrica. As arritmias podem ser classificadas de acordo com o seu local de origem e também com o ritmo dos batimentos cardíacos.

Em relação ao local de origem, as arritmias podem ser: atriais, ventriculares ou funcionais. As atriais se originam nos átrios, câmaras superiores do coração; as ventriculares se originam nas câmaras inferiores (nos átrios); e as funcionais surgem nas junções entre os átrios e os ventrículos.

Em relação ao ritmo dos batimentos cardíacos, as arritmias podem ser braquicardias, quando o coração bate em um ritmo mais lento que o necessário, ou também taquicardias, quando o coração está em um ritmo mais acelerado. 

Por serem diferentes tipos de alterações cardíacas, cada uma tem consequências e tratamentos distintos. Sendo que as taquicardias ventriculares são as mais perigosas, uma vez que são essas que evoluem para quadros de PCS (parada cardíaca) e que fazem com que o coração pare de bombear sangue para o corpo e para o cérebro. Por isso, as irregularidades devem ser revertidas de acordo com o seu tipo e com a gravidade. Por essa razão, veremos agora as diferenças entre a desfibrilação e a cardioversão.

O desfibrilador e o cardioversor

Levando em consideração os diferentes tipos de arritmias, é possível entender em quais situações é necessário realizar a desfibrilação e a cardioversão. Isso porque, em casos em que a arritmia leva a complicações graves, como o PCS, é preciso realizar com urgência a reanimação por meio da desfibrilação, enquanto que a cardioversão é utilizada tanto em casos de emergência quanto em procedimentos eletivos.

Desfibrilador

A desfibrilação é um procedimento de urgência com objetivo de fazer com que o coração volte a funcionar normalmente. Ela é uma intervenção externa feita por meio de eletrodos que aplicam choques elétricos na parede torácica do paciente.

A principal diferença desse procedimento para o realizado com o aparelho cardioversor é que ele não é sincronizado, visto que ele é somente utilizado em casos de taquicardia ventricular. Sendo assim, é possível dizer que o desfibrilador é utilizado apenas quando há caráter emergencial para fazer com que o coração volte a funcionar normalmente.

Cardioversor

Embora o aparelho cardioversor realize todas as funções de um desfibrilador, ele tem ainda a capacidade de aplicar choques elétricos síncronos. Dessa forma, ele pode ser utilizado não somente em caráter emergencial, mas também em procedimentos eletivos. Isso porque esse aparelho é capaz de detectar se há arritmia antes mesmo de essa evoluir para um quadro de PCS e corrigir as irregularidades dos impulsos cardíacos.

Há ainda diferentes tipos de cardioversores. O primeiro é o cardioversor manual, em que é necessário um operador qualificado para identificar o ritmo das batidas e para aplicar os choques. Há os semiautomáticos, em que os batimentos cardíacos são reconhecidos pelo aparelho automaticamente e o operador tem que aplicar os choques.

Existem os cardioversores externos e internos, de modo que os externos são utilizados por meio de eletrodos adesivos, e os internos, por meio de cabos eletrodos colocados através do sistema venoso. Por fim, existem os monofásicos e bifásicos, sendo que os monofásicos têm apenas um ponto de corrente de energia e os bifásicos têm dois pontos de tensão, o que os tornam mais eficazes e seguros para o paciente.

A utilização do cardioversor 

Como já foi dito, o aparelho cardioversor é utilizado em procedimentos eletivos. Sendo assim, ele monitora os batimentos cardíacos e emite os choques elétricos de forma síncrona, por isso, ao contrário do desfibrilador que pode ser utilizado por qualquer pessoa treinada, os cardioversores devem ser utilizados somente por profissionais da saúde.

Sendo assim, por meio de um ECG (eletrocardiograma), os médicos detectam qual o tipo de arritmia que o paciente tem antes do procedimento e, em casos de taquicardia ventricular, que pode progredir para uma parada cardíaca, o procedimento eletivo é realizado. Nesses casos, o paciente é monitorado no cardioversor e os choques são liberados somente quando ele estiver no período refratário dos batimentos cardíacos.

As dicas para escolher o melhor aparelho

Como já foi dito, existem alguns tipos de aparelhos cardioversores, e esses são escolhidos de acordo com os usos que a clinica fará do equipamento. Logo, ao decidir qual é o melhor aparelho para o seu estabelecimento, verifique quais são as necessidades do cardioversor e considere a sua qualidade.

Pense em determinadas questões, como a portabilidade do aparelho, se ele será utilizado somente para cardioversão ou se será utilizado também para desfibrilação. Dessa forma, você poderá escolher um modelo que atenda a todas as necessidades.

Ao longo deste texto, mostramos qual o funcionamento do aparelho cardioversor. Explicamos que, embora o aparelho seja utilizado para terapia elétrica, ele é distinto do desfibrilador. Para isso, mostramos quais são os tipos de irregularidades dos batimentos cardíacos e como lidar com cada uma. Posteriormente, mostramos que esse aparelho pode ser utilizado em urgências, porém ele é mais realizado em procedimentos eletivos. Por fim, mostramos que a escolha de um bom aparelho deve considerar quais serão os usos, bem como a sua qualidade e a eficiência.

Agora que você entendeu quais são as funcionalidades do aparelho cardioversor, entre em contato com a gente e veja quais são as opções de aparelhos disponíveis na DIMAVE!

Você também pode gostar

Deixe um comentário