Big Data na medicina: veja como a tecnologia atua de forma positiva

Big Data na medicina
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Quanto mais conhecimento, mais chance de sucesso. Esse é um dos motivos pelos quais a big data na medicina tem se tornado essencial, sabia? Embora ainda seja um conceito um pouco desconhecido, a verdade é que ele tem ganhado força nos últimos meses — deve crescer ainda mais.

Se você não sabe direito o que isso significa, não tem problema. Confira o artigo a seguir para entender melhor!

Compreenda o que significa a atuação de big data na medicina

Antes de qualquer coisa, é importante entender o que significa big data. Apesar de o termo incluir muitos detalhes complexos, não é tão difícil de resumir. Se trata de um termo que vem da Tecnologia da Informação (TI) e que agrega uma grande quantidade de dados que são gerados e estruturados de forma consistente.

De forma muito simplificada, considere, por exemplo, a rotina de um hospital de médio porte. A cada dia, podem ser recebidos centenas de pacientes e cada um terá um tipo de sintoma. Se unidos, porém, em uma base de dados, será possível compreender como estes sintomas se assemelham e quais tratamentos foram utilizados. Além disso, um processo de big data na medicina talvez ajude a reconhecer com precisão o que deu certo e o que não foi adequado.

Além disso, há ainda a questão da integração de dados. Novamente, considere esse hospital ou clínica e sua presença dentro da rede pública de saúde. Um paciente atendido hoje em um local, pode ser atendido amanhã em outro. Uma conexão de dados permitiria mais facilidade de integração do histórico do paciente.

Veja como a tecnologia auxilia os processos médicos na prática

É comum que ao falar de big data na medicina, o conceito fale mais alto do que a prática. Entretanto, a tecnologia é capaz de trazer resultados positivos de diferentes formas concretas. Confira exemplos a seguir!

Maior volume de dados

Pense na pandemia de coronavírus. Ainda que tenha sido impossível conter a doença, seu rastreamento está diretamente relacionado à coleta de dados relevantes. As instituições conseguem registrar mais rapidamente a ocorrência de casos. Mais que isso, ajudar no controle de regiões mais ou menos afetadas.

A coleta de um número maior de dados faz toda diferença. Isso porque é mais fácil compreender a situação atual — isso vale não apenas para o covid-19, mas para outras enfermidades e prevenções. Os dados processados contêm respostas que muitas vezes nem sequer foram consideradas antes.

Personalização do atendimento

Infelizmente, nem todos os pacientes têm total controle ou lembrança de seu passado médico. Isso significa que muitas informações podem se perder no processo. Pessoas que não lembram quando foram internadas, dados sobre procedimentos que não são claros, tudo limita um pouco o atendimento.

Com o compartilhamento de dados, seria mais fácil personalizar esse atendimento para ter um tratamento mais rápido e, até mesmo, mais eficaz. Com a integração de dados, diferentes instituições conseguem se comunicar de forma mais simples.

Análise de diferentes resultados

Os dados angariados pelo big data na medicina apresentam um panorama único. Durante muito tempo, era preciso agir de forma intuitiva, percebendo os resultados a longo prazo. Com o volume de dados processados, essa análise pode ser mais ampla e imediata.

Novamente, vale considerar epidemias e a atual pandemia de covid-19. Ainda que o cenário não tenha sido de resolução, os dados ajudam a direcionar medidas. Inclusive na determinação de grupos de risco e prioridade na vacinação. Caso o índice de mortalidade fosse maior em jovens, essa informação seria levada em consideração.

Integração de informações

Os computadores já representaram uma evolução tecnológica dentro do ambiente hospitalar. As fichas online, os dados armazenados em nuvem, tudo contribui para a otimização de processos. É a partir desse tipo de mudança concreta que as integrações de informações se tornaram mais amplas e imprescindíveis.

Atualmente, há hospitais e clínicas que já utilizam tablets como prontuários. Até mesmo os médicos conseguem ter acesso a exames por meio de aplicativos instalados em seus celulares. Essa integração permitiu que o compartilhamento de informações se tornasse muito mais eficaz.

Criação de políticas e padrões

Muitas políticas e protocolos de atendimento surgiram a partir da coleta de dados. É o que faz com que um padrão seja determinado em vez de existir apenas um direcionamento básico. O processamento de dados na medicina permite coletar informações que ajudam diretamente no tratamento.

O uso de georreferenciamento, por exemplo, é capaz de determinar políticas públicas para uma região de mais risco. Da mesma forma, a ação de um vírus em pacientes tende a seguir um padrão. Quando compreendido, isso facilita o desenvolvimento de um remédio ou vacina.

Na prática, todos esses pontos positivos colocam a big data na medicina como um avanço essencial.

Saiba o que esperar da big data na medicina nos próximos anos

E deve ser apenas o começo. A verdade é que se espera muito mais do processamento de dados nos próximos anos. Alguns países já saíram na frente.

Na Nova Zelândia, por exemplo, o combate ao coronavírus têm utilizado a combinação de dados demográficos com informações clínicas. Dessa forma, conseguem prever a explosão de casos a partir do deslocamento de pessoas infectadas. Esse tipo de cruzamento de dados além do ambiente médico promete se tornar ainda mais presente.

Além disso, vale considerar o crescimento da inteligência artificial. Já existem cirurgias robóticas e a tendência é que exista um crescimento desse tipo de procedimento. No entanto, são questões que passam por questões éticas e ainda dependem de muita evolução.

Em resumo, a big data na medicina já está trazendo muitos resultados positivos em tratamentos e atendimentos. O processamento de dados é capaz de contribuir tanto para resultados em pacientes quanto para o sistema de saúde. A tendência é que continue crescendo cada vez mais.

Para saber mais sobre como estas novas tendências estão presentes no dia a dia, aproveite para ler o artigo sobre Tecnologia na Medicina: conheça as 5 principais soluções utilizadas atualmente. Pode ter certeza que você vai até se surpreender com o que já está sendo aplicado na rotina de clínicas e instituições.

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