6 dúvidas esclarecidas sobre o exame MAPA

6 dúvidas esclarecidas sobre o exame MAPA
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O ponto de partida de qualquer atendimento ambulatorial é o pedido de exames. E o exame MAPA está entre os mais requisitados. Você sabe exatamente para que ele serve?

Antes de fazer um diagnóstico adequado e completo, o médico precisa ter o máximo de conhecimento sobre um organismo. Na prática, isso significa que apenas uma consulta pode não ser suficiente. É quando exames de duração mais ampla, como o MAPA, são essenciais.

Para esclarecer tudo sobre como funciona esse exame, reunimos as principais dúvidas a seguir. Confira!

1. O que é o exame MAPA?

Não é raro encontrar pessoas que sofram com a síndrome do jaleco branco. Você já ouviu falar? O que acontece é que há quem sinta a pressão arterial subir sempre que chega perto de um médico. E não se trata apenas de uma percepção, é possível que o resultado seja realmente afetado. Dessa forma, apenas aferir a pressão durante uma consulta não é suficiente. E é aí que o exame MAPA se torna um aliado.

A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A.) é uma forma de acompanhar essa pressão durante 24h. Ao longo do dia, o paciente utiliza um aparelho que infla e afere os resultados, em média, a cada 20 minutos. Durante a noite, o intervalo costuma ser um pouco mais amplo, para não afetar o sono. O objetivo é saber o comportamento dessa pressão em longo prazo e sem fatores externos diretos. Consequentemente, é possível ter um panorama mais claro de pacientes hipertensos, por exemplo.

2. Qual é a função do exame MAPA?

Embora a aferição da pressão seja um exame corriqueiro, o MAPA oferece um olhar mais amplo para diagnósticos. Por meio de um monitoramento contínuo, o especialista terá condições de avaliar diversas condições cardiovasculares. Doenças, como infarto do miocárdio, podem ser percebidas ou mais bem compreendidas por meio do exame.

Outras funções da monitorização incluem:

  • avaliação de hipertensão periódica;
  • análise de hipertensão no sono;
  • percepção de ausência de descenso no sono;
  • avaliação da ação de medicamentos anti-hipertensivos;
  • triagem de apneia obstrutiva do sono;
  • cuidados na hipertensão durante a gestação;
  • identificação de variáveis da pressão;
  • controle da elevação matinal precoce;
  • análise da hipertensão em idosos.

Convém mencionar, ainda, que o MAPA ajuda no diagnóstico de pré-hipertensão sem lesões de órgãos-alvo. O exame é capaz de responder a dúvidas essenciais a respeito do que se passa no organismo em outros momentos comuns do dia a dia.

3. Que tipo de aparelho é utilizado para fazer o MAPA?

Praticamente todas as pessoas já tiveram sua pressão aferida. Um manguito é acoplado ao braço, há a insuflação, os batimentos são avaliados conforme o esfigmomanômetro e há o resultado. O MAPA tem um equipamento específico que age de forma semelhante. O principal diferencial está no fato de o procedimento ser automatizado. Não há necessidade de que o paciente que está utilizando o aparelho precise disparar o pedido de aferição.

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Durante o período de exame, uma braçadeira fica atrelada ao corpo durante 24h. Ligada a um aparelho digital, os resultados da aferição são devidamente gravados internamente, por meio de um software médico.

Dessa forma, o mais indispensável para esse aparelho é que esteja devidamente calibrado. O posicionamento adequado também é essencial. Em geral, o paciente é orientado em relação aos cuidados que precisa tomar para não comprometer os resultados. Já a clínica que oferece o serviço precisa fazer uma manutenção preventiva constante. O uso de equipamentos de boa qualidade é essencial.

4. Quando o exame MAPA é solicitado?

Uma pesquisa publicada pelo Ministério da Saúde, em 2019, apontou que acontecem 388,7 mortes ao dia no Brasil por hipertensão. Esse número envolve casos de doenças associadas a picos de pressão que levam a enfermidades, como o acidente vascular cerebral. O exame MAPA é um aliado indispensável no diagnóstico dessas doenças e no controle da PA.

Em geral, o exame costuma ser solicitado para grupos de risco e pessoas já em tratamento, no entanto, é inviável em algumas situações, como:

  • com pacientes com pressão muito baixa, em especial inferior a 100/60 mmHg;
  • quando há arritmias mal controladas;
  • quando a pressão arterial é muito alta;
  • com pacientes com doença de Parkinson;
  • com crianças que ainda não têm idade para colaborar.

Além disso, pacientes que tenham algum tipo de tique nervoso também podem não ter resultados eficientes. Embora o aparelho seja firme, o descontrole neural pode afetar o resultado.

5. Quais cuidados precisam ser tomados durante o exame MAPA?

Ao contrário de outros exames mais invasivos, o MAPA não demanda preparo prévio. Em geral, basta que o paciente vá até o consultório para a aplicação correta do manguito. O monitor digital geralmente é acompanhado de uma pequena bolsa, para facilitar seu transporte. Além disso, há necessidade de cuidado para que o aparelho não seja molhado durante o banho. De resto, a indicação é de seguir com o dia normalmente, até porque o objetivo é compreender como o coração funciona rotineiramente.

6. Como o exame MAPA vai ajudar no diagnóstico?

Apenas o exame MAPA, em si, não é suficiente para dar um diagnóstico. Na verdade, é preciso fazer uma análise completa do resultado. Por isso, além de passar o dia aferindo a pressão, é preciso que o paciente faça também anotações regulares sobre quais atividades realiza durante o dia em que está sendo avaliado.

Durante o sono, por exemplo, é natural que a pressão arterial baixe. Da mesma forma, ao longo de uma atividade física, é natural que aconteça um pico da frequência cardíaca. É por isso que, em muitos casos, o exame pede para que a atividade mais intensa seja suspensa durante o exame. Convém mencionar, porém, que, para pessoas que costumam ter mal-estar, o MAPA é especialmente eficiente, por mostrar exatamente o momento em que a pressão cai, por exemplo.

Para encerrar, vale dizer que o exame MAPA é um aliado do diagnóstico. Não se trata, portanto, de uma resposta definitiva para enfermidades, mas, sim, de um auxiliador para determinar a melhor conduta no tratamento da hipertensão e de outras doenças relacionadas.

Conseguiu sanar todas as dúvidas sobre como funciona esse exame? Então, aproveite para compartilhar o post em suas redes sociais e ajudar mais gente a conhecer a função do MAPA!

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