Higienização de equipamentos: confira a importância dessa etapa

Higienização de equipamentos confira a importância dessa etapa
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Centenas de milhões de pessoas são afetadas todos os anos por infecções associadas aos cuidados de saúde — IACS. Os determinantes das IACS são influenciados por uma combinação de lacunas nas políticas sanitárias, infraestrutura, organização e conhecimento, falhas no comportamento dos profissionais e fatores relacionados ao paciente. Por meio do conhecimento e das melhores práticas, a prevenção e controle de doenças tende a evitar os danos causados aos pacientes e profissionais.

A higienização de equipamentos médicos, possibilita que todos os procedimentos sejam realizados com sucesso e, principalmente, evita danos à saúde de todos os envolvidos. A prática também impede que microrganismos se instalem nos itens utilizados na rotina médica, impactando no bem-estar de todos.

Neste artigo, selecionamos algumas informações relevantes para você compreender melhor os benefícios da profilaxia dos dispositivos médicos. Confira!

O que é esterilização, desinfecção e limpeza?

Essas duas etapas são essenciais para garantir que os instrumentos, equipamentos médicos e cirúrgicos não transmitam patógenos infecciosos aos pacientes.

Como a esterilização de todos os itens de cuidado do paciente não é necessária, as políticas de saúde devem identificar, principalmente com base no uso pretendido dos itens, se a limpeza, desinfecção ou esterilização é indicada.

Definição de termos

A esterilização é um processo que destrói ou elimina todas as formas de vida microbiana e é realizado nos estabelecimentos de saúde por métodos físicos ou químicos. Vapor sob pressão, calor seco e produtos químicos líquidos são os principais agentes esterilizantes usados em ambientes de saúde.

Quando produtos químicos são usados para destruir todos os microrganismos, eles podem ser chamados de esterilizantes químicos. Esses mesmos germicidas usados para períodos de exposição mais curtos também podem fazer parte do processo de desinfecção.

A desinfecção descreve um processo que elimina muitos ou todos os microrganismos patogênicos. Em instituições de saúde, os objetos normalmente são desinfetados por substâncias químicas líquidas ou aquecimento úmido. Cada um dos diversos aspectos que impactam a efetividade da desinfecção pode invalidar ou limitar o efeito do método.

As causas que influenciam a eficiência da desinfecção e esterilização incluem a quantidade orgânica e inorgânica presente, tipo e nível de contaminação; concentração e tempo de exposição ao germicida, natureza física do objeto — fendas e dobradiças — existência de biofilmes, temperatura e pH da etapa de desinfecção e, em alguns casos, umidade do método de esterilização.

A limpeza é a remoção de material estranho — por exemplo, sujeira e material orgânico — de objetos e, normalmente, é realizada usando água com detergentes ou produtos enzimáticos. A higienização de equipamentos médicos por meio da limpeza é necessária antes da desinfecção e esterilização de alto nível, porque os materiais inorgânicos e orgânicos que permanecem nas superfícies dos instrumentos interferem na eficácia desses processos. Além disso, se materiais sujos secam ou assam nos instrumentos, o processo de remoção se torna mais difícil e a etapa de desinfecção ou esterilização menos eficaz.

Como funciona o processo de assepsia?

A higienização de equipamentos médicos tem o objetivo de impedir que doenças e infecções sejam transmitidas no ambiente hospitalar, colocando em risco tanto a saúde dos profissionais de saúde quanto a de pacientes e visitantes.

Para garantir a assepsia de equipamentos em clínicas e hospitais, é essencial determinar uma frequência, para que os profissionais saibam quais são os períodos compatíveis entre a limpeza dos diferentes itens. Ter isso alinhado às necessidades do local contribui para que nenhum aspecto fique de fora do planejamento.

Quais são os benefícios da profilaxia dos equipamentos médicos?

Durante os procedimentos invasivos, ocorre o contato entre as membranas mucosas ou tecido estéril de um paciente e um instrumento cirúrgico ou dispositivo médico. Um risco significativo desses tipos de procedimentos é a introdução de microrganismos patogênicos, resultando em infecções potencialmente fatais para o paciente. Quando você não desinfeta ou esteriliza adequadamente o dispositivo, aumenta o risco de infecção devido à violação das barreiras protetoras do corpo humano.

Tanto para a equipe do hospital quanto para os pacientes, os germes precisam ser destruídos para reduzir a disseminação das doenças. Um excelente exemplo disso é a luta contra as infecções associadas aos cuidados de saúde — IACS — que os pacientes de hospitais adquirem devido à sua permanência na instituição. Instrumentos cirúrgicos, equipamentos contaminados ou higiene inadequada podem causar IACS.

Os benefícios em adotar uma rotina de higienização de equipamentos médicos são muitos, além de impactar a limpeza do local e a saúde daqueles que circulam pelo ambiente, a instituição de saúde será reconhecida como uma prestadora de cuidados baseada na qualidade e bem-estar de todos.

Pensando nas vantagens de implementar ações de assepsia de instrumentos e equipamentos médicos, selecionamos alguns motivos para você adotar essa iniciativa em sua instituição. Confira!

Minimização de riscos à saúde

Não é raro escutarmos relatos e casos sobre a transmissão de infecções que ocorreram dentro do ambiente hospitalar. Com isso, inúmeras pessoas são infectadas ou adquirem algum problema devido à exposição em uma área médica.

Então, quando o hospital prioriza a limpeza e a higienização dos instrumentos, ambientes e equipamentos, os riscos envolvendo a saúde dos pacientes e das demais pessoas diminuem. O uso de itens devidamente esterilizados e limpos impacta no sucesso de procedimentos, e as situações negativas relacionadas à transmissão de doenças são reduzidas.

Aumento da credibilidade

Como o assunto é saúde, as pessoas lidam com mais cautela quando escolhem um hospital ou clínica para realizar procedimentos ou cuidar de seu bem-estar.

Assim, um dos critérios avaliados por pacientes é a limpeza e a higiene do local, já que isso impacta diretamente na qualidade do atendimento e na eficiência dos procedimentos.

Além disso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina quais são os cuidados relacionados à limpeza dos equipamentos de acordo com o seu uso e classificação. Então, as clínicas e os hospitais que seguem esses critérios e estão em conformidade com a legislação transmitem mais credibilidade.

O que determina como limpar um dispositivo médico?

O ambiente em que o dispositivo está, para que será usado e de quais materiais ele é feito determinam o nível de esterilização ou desinfecção necessário.

A higienização de equipamentos médicos deve ocorrer primeiramente com a limpeza antes de serem desinfetados ou esterilizados. O nível de saneamento necessário é baseado no tipo de contato que a superfície terá. Veja abaixo as categorias.

Dispositivos de cuidados intensivos — esterilização

Esterilização significa matar toda a vida microbiana. Mais comumente, os dispositivos médicos são vaporizados em calor extremo para esterilizá-los, no entanto, existem esterilizantes químicos usados como alternativas de baixo calor para dispositivos feitos de plástico. A maioria dos dispositivos que devem ser isentos de germes, pode ser adquirida já com esterilizados.

Os dispositivos nessa categoria incluem qualquer coisa que entre em contato com tecidos e fluidos corporais estéreis, como órgãos internos ou o sistema cardiovascular. Isso inclui equipamentos cirúrgicos, cateteres e implantes.

Dispositivos semicríticos — desinfetante de alto nível

Desinfetante de alto nível é qualquer forma de desinfecção que mata todos os organismos vivos, exceto altos níveis de esporos bacterianos. A desinfecção de alto nível geralmente é realizada com um desinfetante químico ou outros produtos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA). Após o procedimento, os dispositivos devem ser enxaguados de todos os produtos químicos com água esterilizada.

A escolha de usar um desinfetante em vez de outro depende principalmente do material que compõem o aparato. Muitos plásticos corroem sob exposição repetida a produtos químicos agressivos, nesse caso, a escolha de protocolos de limpeza adequados é essencial.

Dispositivos semicríticos são expostos a membranas mucosas — nariz, faringe, esôfago etc. — ou pele não intacta. Os dispositivos nessa categoria incluem circuitos respiratórios de anestesia, terapia respiratória e endoscópios.

Dispositivos não críticos — desinfetante intermediário ou baixo nível

O desinfetante de baixo nível elimina alguns patógenos com um germicida químico hospitalar. Os dispositivos nessa categoria só precisam ser limpos quando visivelmente sujos e regularmente — como após o uso em cada paciente, uma vez por dia ou uma vez por semana.

Esses dispositivos podem entrar em contato com a pele intacta e, portanto, apresentam menor risco. São divididos em duas categorias: itens de “cuidado do paciente”, como manguitos de pressão arterial, e “superfícies ambientais”, como computadores, bancadas de laboratório e grades de proteção.

A higienização de equipamentos médicos, como vimos, é uma etapa importante para qualquer instituição que ofereça tratamentos e procedimentos associados à saúde. Ao longo do artigo, orientamos sobre o quanto a higienização de instrumentos e equipamentos é fundamental para minimizar os riscos aos pacientes.

O auxílio de uma empresa especializada também é uma forma de aumentar a eficiência e a assepsia dos aparelhos, o que garante um desempenho positivo para a sua instituição de saúde.

Neste artigo, mostramos a importância da higienização de equipamentos médicos e como realizá-la. Então, que tal deixar um comentário para sabermos o que você achou dessas informações!

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