Pressão arterial invasiva e não invasiva: veja as diferenças!

Pressão arterial invasiva e não invasiva veja as diferenças!!
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Embora a medicina tenha inúmeros avanços e novidades, existem conceitos que permanecem indispensáveis em qualquer tratamento. Um bom exemplo é a aferição da pressão arterial invasiva ou não invasiva. Você sabe qual é a diferença entre ambas?

Ainda que seja muito relacionada à hipertensão, a pressão não deve ser monitorada apenas em situação de doenças crônicas já estabelecidas. Trata-se de uma forma importante também de prevenção e acompanhamento durante internações, por exemplo. É sobre esses dois importantes métodos, suas diferenças e aplicações que vamos falar hoje. Boa leitura!

O que é pressão arterial invasiva?

Também conhecido pela sigla PAI, esse método consiste no monitoramento contínuo da pressão por meio de um cateter introduzido na artéria. Sua função é, principalmente, permitir uma avaliação contínua dos chamados níveis pressóricos. Em determinadas situações, há, inclusive, a possibilidade de fazer a aferição diretamente no coração.

Na prática, isso significa que, se necessário, é possível saber qual é a pressão do ventrículo esquerdo, do ventrículo direito, ou de pontos específicos do órgão. Essa medição é feita por meio de um transdutor de pressão, apresentando resultados de pressão sistólica, diastólica e média, com possibilidade de resultados mais completos do que o método não invasivo.

E a pressão arterial não invasiva?

Esse é, sem dúvidas, um parâmetro muito mais conhecido. A pressão arterial não invasiva é aquela que faz parte das consultas de rotina ou até de atendimentos em farmácias. Atualmente, muitas pessoas, inclusive, contam com um esfigmomanômetro em casa mesmo.

Na prática, é o resultado obtido quando é colocado um manguito no braço e insuflado até que seja possível sentir o pulso radial. A partir daí, conforme o ar é liberado, as informações são interpretadas tanto de forma automática quanto a partir da leitura do manômetro. Esse método fornece também valores sistólico, médio e diastólico, porém, de forma menos específica ou contínua.

Quais as diferenças?

A base da diferença entre a pressão arterial invasiva e a não invasiva está no grau de monitoramento. No caso da PAI, os resultados são apresentados constantemente por meio de um monitor multiparamétrico. Utilizado em hospitais e clínicas, o aparelho responsável pela aferição conta com um cateter que é inserido, geralmente, na artéria radial. É possível fazer a inserção também na artéria braquial, femoral ou dorsal do pé, com punção percutânea ou dissecação.

Já a PA não invasiva, como é feita de maneira manual, demanda alguns cuidados importantes. O local onde o manguito é colocado e a sua qualidade são imprescindíveis para não obter um falso resultado.

Mesmo que seja de fácil manuseio, trata-se de um aparelho que exige alguns detalhes, como:

  • o paciente não pode falar durante a insuflação;
  • o paciente não pode estar com as pernas cruzadas;
  • o paciente precisa manter o braço na altura do coração, tendo a mão voltada com a palma para cima e o cotovelo levemente fletido.

Na prática, isso significa que os resultados não são tão rigidamente apresentados como na metodologia invasiva. Sendo assim, é importante avaliar o que é melhor para aplicação diante da condição do paciente, para que os resultados sejam mais acertados.

Quando usar cada um dos métodos?

Imagine um paciente pós-cirúrgico, ainda sob anestesia, por exemplo. Monitorar sua pressão arterial é essencial para saber como seu organismo está se recuperando. Seria inviável, porém, colocar um aparelho no braço toda hora. Embora seja até possível automatizar o processo, não se trata da melhor opção.

O primeiro diferencial, portanto, está no fato de que a pressão invasiva permite um controle contínuo, sem a necessidade de manipular o paciente diretamente. É por isso que a PAI é mais indicada para casos como:

  • pacientes em estado grave;
  • pacientes com infusão de drogas vasoativas, vasopressores ou inotrópicos;
  • pacientes com crises hipertensivas;
  • pacientes com alterações rápidas ou de grande amplitude;
  • pacientes com poli-trauma;
  • pacientes com balão intra-aórtico.

Também há indicação para casos em que há necessidade frequente de coletas de sangue, por exemplo, ou nos quais houve parada cardíaca. Em resumo, a pressão invasiva está relacionada a internações e atendimentos de pronto-socorro que tenham um grau mais alto de gravidade.

Enquanto isso, a pressão não invasiva costuma fazer parte de protocolos de acompanhamento a longo prazo e de prevenção, tendo função ambulatorial. Mesmo parecendo muito simples, é capaz de ajudar no diagnóstico de doenças, como hipo e hipertensão arterial, hipertrofia ventricular esquerda, diabetes, hiperlipidemia e falha de sístole cardíaca.

É por isso que, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, todas as pessoas — mesmo sem o histórico de doenças cardíacas — devem verificar sua pressão arterial, pelo menos, uma vez ao ano.

Como colocá-los em prática?

Os dois métodos têm execuções diferentes e com detalhamentos importantes para o diagnóstico. Acompanhe como colocá-los em prática da maneira certa!

Pressão arterial invasiva

Para medir a pressão arterial neste método, os locais mais comuns para a inserção do cateter são as artérias radial, femoral ou dorsal do pé. Para tanto, é preciso realizar um procedimento de punção percutânea ou dissecação.

A escolha mais comum, no entanto, é da artéria radial. Sempre possível, é mais aconselhado dar preferência para o lado não dominante do paciente. Também se recomenda a realização do teste de Allen para verificar a presença de circulação colateral adequada.

Depois, é feita a introdução do cateter, que está conectado a um sistema de medição eletrônico. Assim, o registro é feito conforme o sistema é desobstruído e calibrado para que possibilite a avaliação posterior.

O sistema deve ser preenchido com solução salina fisiológica estéril e a bolsa pressurizadora precisa ser mantida em 300 mmHg. Antes das medidas, ele deve ser zerado para uma melhor captação pelo diafragma do transdutor, que muda o impulso mecânico para elétrico com a ajuda do monitor. O que se calcula neste procedimento costuma ser o valor da pressão arterial média, que deve variar de 75 a 105 mmHg.

Pressão arterial não invasiva

A pressão arterial não invasiva pode ser feita pelo método auscultatório ou pelo método automatizado. O primeiro é o mais comum: um manguito é enrolado em volta da parte superior do braço e, em seguida, inflado. A pressão aumenta até que o pulso radial seja inibido.

Depois, o estetoscópio é utilizado para sentir a artéria braquial, e o manguito pode ser desinsuflado. Assim que o sangue sobe para a artéria, a pulsação poderá ser ouvida. Nesse momento, o manômetro deve ser observado para que a leitura correta seja feita e a pressão sistólica devidamente identificada.

Na medida em que o manguito é desinsuflado, os sons que continuam a ser ouvidos correspondem à pressão diastólica. No método automatizado, é preciso usar um monitor multiparamétrico. Tudo ocorre da mesma maneira, com a diferença de que é um microprocessador que interpreta as oscilações dentro do manguito.

A partir disso, elas são identificadas e separadas pelo monitor. O manguito, mais uma vez, deve estar em perfeito estado para que não ocorram oscilações e erros nos resultados, da mesma forma que pode eventualmente acontecer no método tradicional.

Caso ocorra alguma alteração no sistema ou no cateter, é fundamental comunicar ao intensivista para que a conduta prevista seja colocada em prática. Tudo deve ficar devidamente registrado no prontuário e na folha de não conformidades do setor.

Quais cuidados são importantes nesse momento?

É fundamental aplicar cuidados importantes no momento da prática técnica dos procedimentos. Para a pressão arterial invasiva, é deve-se começar pela verificação do paciente e a separação do material que será utilizado no momento.

Em seguida, a higienização das mãos deve ser feita. Todos os equipamentos e acessórios devem ser abertos e organizados, mas é muito importante se atentar para evitar contaminação durante essa etapa.

O paciente deve, então, ser preparado para o procedimento. Em casos de punção, todo o material precisa ser deixado próximo. É indispensável a utilização de luvas, óculos, máscara e avental estéril.

Na manutenção do cateter, o responsável deve manter o braço aquecido e em posição funcional, sempre monitorado, em especial em relação a sangramentos, temperatura, presença de edema, coloração e sensibilidade. A inserção deve ser revista caso haja presença de secreção ou hiperemia, condições associadas ao tempo de introdução do cateter ou à falta de assepsia.

O cateter deve ser conservado de maneira permeável, o que evita o retorno do sangue e a obstrução. Todas as conexões devem ser conferidas para que permaneçam seguras e fixadas. O que, por sua vez, evita a desconexão acidental e as hemorragias.

O sistema de pressão deve ser trocado a cada 72 horas para evitar contaminação, e a solução salina com heparina deve ser substituída a cada 24 horas. Assim, o efeito do medicamento e a saúde do paciente são devidamente preservados.

Na pressão arterial não invasiva a orientação é utilizar o manguito conforme a circunferência exata do membro do paciente, para que o valor da pressão arterial seja exato. Também é importante evitar a insuflação exagerada para que não ocorra garroteamento do braço do paciente. Por fim, a campânula do estetoscópio deve estar em perfeito estado para permitir a perfeita auscultação. No método automatizado, o monitor deve estar em perfeito funcionamento para que o diagnóstico seja correto.

Quais complicações podem ocorrer caso sejam feitos de maneira inadequada?

Algumas complicações podem ocorrer quando ambos os procedimentos são administrados da maneira errada. Ou ainda, se os equipamentos utilizados não tiverem a qualidade necessária para atuação médica.

As principais são:

  • embolização arterial e sistêmica;
  • trombose;
  • insuficiência vascular;
  • alterações cutâneas variadas, como hematomas e infiltrações;
  • infecções;
  • hemorragias causas pela desconexão do cateter;
  • isquemia na região.

Diante disso, é mais uma vez importante ressaltar a importância dos cuidados a serem tomados para essa prática e o uso de aparelhos que realmente sirvam para este fim. Lembre-se de que a saúde e o bem-estar do paciente estão em suas mãos.

Neste contexto também é de suma importância evidenciar que o enfermeiro, médico ou responsável pelo procedimento deve ter conhecimento pleno acerca da função. Do contrário, de nada adiantará um equipamento de última geração ou materiais de excelente qualidade. Os resultados não serão precisos se a técnica aplicada não for correta, e isso pode interferir de maneira muito séria no diagnóstico final.

Quais os equipamentos necessários?

O ponto de partida para qualquer aparelho de pressão, invasivo ou não, está na qualidade dos equipamentos. Como são aparelhos que demandam muita precisão, é essencial que todas as peças sejam devidamente adequadas. O setor de compras deve sempre priorizar, portanto, os materiais de ponta.

Na PAI, por exemplo, uma das peças mais importantes é o chamado kit transdutor. No procedimento, o cateter inserido no paciente envia informações por meio de um soro. Esse líquido, então, vai batendo no kit, que transforma as informações e leva até o monitor multiparamétrico. Logo, se esse transdutor não for de confiança, com boa procedência, não será possível confiar na informação, e o tratamento será comprometido.

Da mesma forma, os aparelhos de pressão não invasivos precisam de manguitos devidamente inspecionados por órgãos regulatórios. Na DIMAVE, esses e os demais equipamentos hospitalares só são oferecidos se tiverem registro na Anvisa e do INMETRO quando necessário. O motivo está na segurança de que o paciente receberá o melhor atendimento.

Por que priorizar a qualidade e a procedência dos equipamentos?

O que acontece é que há empresas que agem de má fé e importam equipamentos e acessórios, como o manguito, como se fossem para uso veterinário. Quando chegam ao Brasil, contudo, são revendidos para uso hospitalar convencional, sem certificações obrigatórias. O preço, muitas vezes, é mais baixo, justamente por não ter procedência comprovada e as certificações exigidas. Quem acaba sofrendo as consequências são as instituições, pois há risco de trabalharem com informações equivocadas e que gerarão mais custo, caso o tratamento seja prejudicado.

Mais do que nunca, é indispensável reforçar a questão de que o que parece mais barato, nem sempre é a melhor opção. Se isso é válido para utilitários de nosso dia a dia, a recomendação é ainda mais séria quando se trata de equipamentos médicos. Portanto, esteja ciente sobre este fator ao iniciar suas pesquisas sobre o que e onde comprar.

Como é possível concluir, seja para a pressão invasiva, seja para o aparelho não invasivo, é indispensável sempre priorizar a confiança nos itens médicos. Trata-se de uma garantia de que os resultados serão precisos e de que o paciente receberá o melhor suporte.

Se você tem dúvidas sobre qual é o melhor material para sua clínica ou hospital, entre em contato com a DIMAVE! Temos uma equipe preparada para apresentar os equipamentos mais indispensáveis e seguros para a sua instituição!

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