Taxa de ocupação hospitalar: entenda como calculá-la

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Uma boa gestão precisa compreender exatamente a taxa de ocupação hospitalar. Você sabe de que forma calculá-la?

Ter um índice como esse ajuda a direcionar a clínica ou o hospital de forma mais precisa. Métricas são uma forma de compreender a performance e as necessidades do estabelecimento. E, consequentemente, ajustar o que for necessário. Para entender melhor como funciona, confira a seguir!

Entenda para que serve o cálculo da taxa de ocupação

A primeira impressão quando se fala em ocupação hospitalar está relacionada ao limite máximo de recebimento de pacientes. Durante a pandemia de coronavírus, há necessidade, por exemplo, de ter dados muito claros para evitar que alguém fique sem atendimento.

Entretanto, a importância desse cálculo vai além. Uma gestão correta do número de leitos não aumenta a capacidade apenas em momentos como esse. Na verdade, trata-se de uma forma de avaliar o perfil de utilização e de gestão de leitos.

Esse número também está ligado ao intervalo de substituição e à média de permanência. Os parâmetros são essenciais para a tomada de decisões da gestão.

Saiba como calcular a taxa de ocupação hospitalar

Para ter os dados corretos da taxa de ocupação hospitalar, não é preciso fazer nenhum cálculo muito difícil. Na verdade, trata-se de uma opção até simples.

A conta deve ser feita da seguinte forma:

Número de pacientes – dia

————————————————– x 100

Número de leitos – dia 

Ou seja, deve ser dividido o número de pacientes atendidos no dia pelo número de leitos disponíveis nesse mesmo dia. Depois, esse resultado deve ser multiplicado por 100. Na prática, considere, por exemplo, um hospital com 154 pacientes e 250 leitos.

Para saber a taxa de ocupação, divida 154 por 250, o que vai dar 0,77. Depois, multiplique por 100. Assim, a taxa de ocupação será de 77%.

Convém dizer que esse número pode ultrapassar os 100% e que os leitos incluídos nessa conta não levam em consideração os de observação, de recuperação pós-procedimento e outros que sejam transitórios. Também é indicado que sejam desconsiderados leitos que estão bloqueados, ou que sejam de contingência. Os chamados leitos extras. A ideia é ter um número baseado na estrutura e nos resultados concretos diários e não no potencial de aumento ou alcance.

Veja por que é tão importante conhecer essa taxa

É importante ressaltar que podem existir outras nuances dentro desse número. Um caso seria, por exemplo, o de um paciente internado há anos. Entretanto, a base de cálculo é a mencionada acima e tem uma importância crucial em qualquer instituição.

É por meio dessa taxa que se pode avaliar algumas questões, como:

  • abertura de novos leitos;
  • disponibilidade de atendimentos para o setor de saúde;
  • capacidade máxima;
  • índice de rotatividade;
  • intervalo de substituição entre um paciente e outro;
  • marcação de cirurgias eletivas, entre outros.

Dessa forma, o cálculo da taxa de ocupação hospitalar serve como base para toda a gestão. Esse é um número que pode guiar muitas das demais operações internas, sem contar que atua como um parâmetro também para os atendimentos.

Conseguiu entender melhor como funciona o cálculo? Aproveite, então, para ler também o nosso artigo sobre quais sãos os equipamentos necessários para o setor de emergência hospitalar!

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