Ventilação não invasiva: conheça os princípios e seus funcionamentos

Ventilação não invasiva conheça os princípios e seus funcionamentos
6 minutos para ler

Pacientes com dificuldade respiratória demandam técnicas especiais para o restabelecimento do fluxo do ar. Em casos dessa natureza, a primeira ação que geralmente vem à cabeça dos profissionais de saúde é a intubação. No entanto, também é preciso avaliar a possibilidade de realizar a ventilação não invasiva (VNI).

A VNI é considerada uma das melhores alternativas para pacientes que precisam de suporte ventilatório, mas que não apresentam a necessidade de métodos muito invasivos. Quer saber mais sobre o assunto? Neste post, vamos explicar o que é ventilação não invasiva e os princípios desse tipo de tratamento. Boa leitura!

O que é a ventilação não invasiva?

A ventilação não invasiva (VNI) é um método que auxilia a recuperar a estabilidade do fluxo respiratório de pacientes que estão sofrendo com insuficiência respiratória. A VNI é uma excelente alternativa em relação a outros métodos mais invasivos, como a intubação ou a traqueostomia. Isso significa que não há a necessidade de introduzir nenhum equipamento de suporte respiratório no corpo do paciente.

Como funciona a ventilação não invasiva?

A VNI usa equipamentos que apresentam a capacidade de criar uma pressão positiva de oxigênio, conforme as necessidades de oxigenação do paciente no momento. Essas soluções permitem que o oxigênio percorra as vias aéreas, viabilizando a chega de ar aos pulmões.

Essa técnica viabiliza a passagem de oxigênio nas vias aéreas com a pressão de ar por meio de uma máscara facial. As pressões inspiratória, expiratória e os seus volumes correntes, quando feitas na medida correta, melhoram a ventilação minuto alveolar, restabelecem os alvéolos colapsados e conseguem atender à necessidade ventilatória individual do paciente.

A VNI se baseia na respiração do paciente sem que seja necessário fazer nenhum tipo de intubação ou traqueostomia. Sendo assim, os aparelhos artificiais não são posicionados no sistema respiratório do paciente como é o caso da intubação, que envolve o uso de mecanismos de ventilação mecânica.

Qual é a utilidade da ventilação não invasiva?

A ventilação não invasiva (VNI) tem o objetivo de aumentar a passagem de oxigênio e facilitar as interações e trocas gasosas, permitindo uma melhor respiração por meio da pressão no começo das vias respiratórias. Isso favorece a inspiração e a expiração.

A ventilação não invasiva costuma ser indicada pelos médicos para tratar os pacientes que estão enfrentando determinadas condições, como:

  • doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida como DPOC;
  • síndrome de apneia do sono;
  • insuficiência respiratória;
  • edema pulmonar em decorrência de complicações cardiovasculares;
  • asma;
  • síndrome do desconforto respiratório.

No entanto, é importante mencionar que o método de ventilação não invasiva não é muito indicado para pacientes que apresentam redução significativa dos níveis de oxigênio no sangue e não conseguem respirar. Nesses casos, o recomendado é orientar o paciente para que ele faça uso de tratamentos mais invasivos e que oferecem um nível maior de oxigênio.

Quais são os benefícios dessa técnica?

A ventilação não invasiva é uma alternativa de tratamento que vem ganhando mais destaque no meio médico, e está sendo mais recomendada em comparação com a ventilação invasiva. Conheça, a seguir, as vantagens desse método.

Aumento da qualidade de vida do paciente

O paciente tem uma melhora significativa na capacidade dos pulmões, o que torna a respiração fica mais fácil. Desse modo, ele consegue voltar a realizar as suas tarefas da rotina normalmente e viver uma vida tipicamente normal.

Alívio de diversos sintomas

A VNI também tem o potencial de trazer aliviar vários sintomas incômodos provocados pela respiração insuficiente e inadequada, como dores de cabeça, fadiga diurna, enjoos, sensação de fraqueza e falta de ar. Isso ocorre em decorrência de níveis reduzidos de oxigênio no sangue e devido ao alto acúmulo de dióxido de carbono.

Sendo assim, o método de VNI auxilia na regularização dos índices de CO2 e O2 na corrente sanguínea, reduzindo os sintomas desconfortáveis.

Redução de riscos de infecções

 Os pacientes tratados com a terapia de ventilação não invasiva costumam se recuperar mais rapidamente. Isso significa que eles tendem a ter um tempo menor de internação. Com isso, os riscos de infecção e a piora da doença diminuem significativamente. Além disso, a VNI é indicada para o tratamento domiciliar, apresentando os mesmos resultados em relação ao método hospitalar.

Não requer a necessidade de sedação

A ventilação não invasiva não pressupõe a necessidade de sedação do paciente. Esse método permite que o indivíduo consiga falar e comer normalmente, mesmo com o uso da máscara.

Quais são os tipos de ventilação não invasiva?

Esse método apresenta algumas variações. Conheça, a seguir, as modalidades de VNI :

CPAP

Essa modalidade de VNI aplica uma pressão positiva contínua de ar durante o momento de respiração. É usado apenas uma intensidade de pressão, e não é possível ajustar o número de vezes que o paciente respira.

A técnica é utilizada para pacientes que conseguem controlar o ritmo da sua respiração. Por outro lado, ela não é recomendada para quem apresenta transtornos neurológicos e problemas respiratórios. É bastante indicado pra pacientes com apneia do sono.

Bilevel ou BIPAP

O método Bilevel ou BIPAP (Pressão Positiva Bifásica) aplica a pressão em dois graus. Sendo assim, a frequência respiratória nos momentos de inspiração e expiração pode ser devidamente controlada.

Além disso, a pressão é feita por meio do próprio esforço respiratório do paciente. O aparelho BIPAP serve para manter o fluxo e os movimentos de respiração de modo contínuo, fazendo com que o paciente não deixe de respirar.

Ventilação Proporcional Assistida (PAV)

A Ventilação Proporcional Assistida (PAV) se adapta às necessidades e ao ritmo de respiração do paciente. Isso significa que a pressão exercida pelas vias aéreas varia conforme a própria força e empenho que o indivíduo precisa fazer para respirar. É um aparelho muito utilizado em hospitais.  

A ventilação não invasiva traz muitos benefícios para o paciente que necessita de um suporte ventilatório. É uma alternativa interessante nos casos em que métodos mais invasivos podem agravar o estado de saúde.

Quer saber mais dicas sobre o melhor tratamento para os seus pacientes? Então, curta a página da Dimave no Facebook e acompanhe as nossas próximas publicações!

Você também pode gostar

Deixe um comentário